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A festa “Curusse” do Povo Chiquitano

https://www.youtube.com/watch?v=4FZrsjmrEvg 

Este vídeo mostra o “Curusse,” a celebração tradicional do povo Chiquitano, e que representa o começo do mundo. O Curusse dura quatro dias, nos quais os festejantes passam pela aldeia, tocando musica nos instrumentos de sopro e percussões. Tradicionais para os Chiquitanos são uma bebida fermentada de milho e uma sopa de cabeça de porco e milho.

Embora represente o começo do mundo, a festa do Curusse quase se extinguiu, devido `as ameaças ao povo Chiquitano: a perda da terra, a invasão de fazendeiros e a violência contra eles. Como disse Alexandra Mendes Leite, uma representante dos Chiquitanos, “Um dia nossa festa quase acabou, quando quase perdemos nosso território por causa das várias ameaças que sofremos. Hoje, continuamos nessa luta, nos fortalecendo através de nossa cultura e união, valorizando nossas tradições e história.”

Assim, o povo Chiquitano segue lutando pelo direito de criar o futuro que quiserem, ao mesmo tempo celebrando o seu próprio passado.


Citações:
Povo indígena Chiquitano celebra carnaval em tradicional festa no Mato Grosso, Fevereiro 2016, FASE.

Registro Civil do Povo Chiquitano

Esta semana, eu li sobre a “Cidadania Indígena em Mato Grosso,” um projeto que foi realizado em 2017 pela Secretaria do Estado de Trabalho e Assistência Social. O projeto atendeu 1.032 indígenas, incluindo as aldeias do povo Chiquitano.

A falta de documentação civil pode causar muitos problemas para as comunidades indígenas. Por exemplo, os idosos não documentados podem sair do sistema, e alguns são abandonados. Também ocorre que as crianças sem documentos podem entrar na escola, mas apenas como “ouvintes.”

De acordo com a Funai, a documentação e o registro civil de nascimento é um direito de todo cidadão brasileiro, inclusive os indígenas. A diferença é que este direito é obrigatório para os não indígenas e opcional para os indígenas.

Vanda Copacabana Vilas Boas, um líder da organização Chick Bela, cuja missão é a preservação da cultura do povo Chiquitano, diz que este projeto é um bom passo para as comunidades. “…Na Bolívia, nossa história era valorizada e documentada, no Brasil nós sequer existíamos, nos sentíamos expatriados.” 

Esta citacão mostra como os Chiquitanos têm sido, historicamente, um povo situado entre países .Como a  a maioria dos Chiquitanos morava e mora na Bolívia, eles são subestimados no Brasil. Isso está relacionado  com a falta de documentação, que é um resultado da posição especial dos indígenas diante da lei. Pode-se, assim, perceber que os Chiquitanos ocupam um lugar “intermediário” na sociedade brasileira: moram na região da fronteira, e vivem na região entre cidadão e não cidadão. 

Citações: 

“Nos Sentíamos Expatriados, Agora Somos Brasileiros,” Cenário MT, Maio 2017.

“Funai e Parceiros Promovem Ação de Acceso a Registro Civil Em Vila Bela,” FUNAI, Maio 2017.

“Projeto Cidadania Indígena em Mato Grosso garante registro civil para mais de 1000 índios,” Associação dos Notários e Registradores do Brasil.

 

Os Direitos LGBT entre o Povo Chiquitano

Nessa semana, eu queria pesquisar sobre a questão dos direitos LGBT entre o povo Chiquitano. Encontrei  citações de uma etnografía realizada entre o povo Chiquitano na Bolívia. Algumas das opiniões seguem abaixo:

“En la comunidad no existe [gente homosexual], no vemos esa clase de gente, puede ser en otras partes pero aquí no” (21). 

Também:

“No creemos que haya [homosexuais] aquí, pero tal vez hay pero está escondido porque si lo sabemos todos, va a haber una discriminación; puede ser que hasta le peguemos y lo botemas de la comunidad, a veces uno reacciona de esa forma, nadie es perfecto” (23).

 E, finalmente:

“Es una enfermedad” (25).

Estas citações mostram a postura típica em relação à questão dos direitos LGBT numa comunidade indígena. Eu achei interessante esta postura porque é muito fácil falar (sobretudo em um discurso de “desenvolvimento”) das comunidades indígenas como se fossem perfeitos,. Eles têm seus próprios problemas como qualquer grupo. Embora tenham tradições muito boas no sentido da conservação da natureza e da cultura, também têm tradições prejudiciais.

Pode-se perceber a experiência de uma pessoa LGBT no vídeo abaixo, uma entrevista com Sebastião Arruda, uma pessoa que passou toda a vida “caminhando esa línea entre masculino e ser feminino.”

 

https://www.youtube.com/watch?v=acYJZi5vs8o&t=555s

 

Referências:

“Diversidades sexuales y de género en pueblos indígenas del oriente Boliviano” CEMIG.


“Indígenas LGBTs No Brasil: Povo Chiquitano” www.youtube.com, 23 Jun, 2018.

Uma Introdução ao Povo Chiquitano

A história do povo Chiquitano está inextricavelmente ligada ao mundo externo ao Amazonas. Antes da chegada dos Jesuítas, no século XVII, os Chiquitanos eram um conjunto de de grupos: “Samucos, Paikoneka, Saraveka, Otuke, Kuruminaka, Kurave, Koraveka, Tapiis, Korokaneka, Manacica e Paunaka, entre outros” (PIB). Mas, a chegada dos Jesuítas e a implementacao das “Reduções” gerou um novo povo: os Chiquitanos.

O Chiquitano vem dos Espanhóis. Ao verem as pequenas entradas  de suas casas,  supuseram que deviam ser muito pequenos. Chamaram-lhes “Chiquitanos,” da palavra em Espanhol “chiquito.” 

Os Chiquitanos moram na região da fronteira entre o Brasil e a Bolívia, nos departamentos de Mato Grosso e Santa Cruz, respectivamente. A maioria vive no lado boliviano, mas uma sondagem que foi feita antes da construção do Gasoduto Bolívia-Mato Grosso revelou que quase 2000 pessoas Chiquitanas vivem no Brasil.

Os Chiquitanos falam uma língua que se chama “Chiquito.” Embora haja quatro variedades da língua, pode-se  afirmar que são todos da mesma família linguística, incluindo a variedade dos Chiquitanos, no lado Brasileiro. 

Actualmente, os Chiquitanos estão lutando para as terras que foram lhes robadas a partir da década 1970. Vai ser um esforço difícil: estão em contra dos fazendeiros poderosos e a Instituto Nacional de Colonizacao e Reforma Agrária. O Plano de Desenvolvimento de Povos Indígenas enfatiza a necessidade de demarcar quatros áreas para os Chiquitano, mas não se sabe se pode ser resolvido. O mundo externo iniciou a formação dos Chiquitanos cómo são, mais tambem pode causar a destruição deles.

Peter Schmidt (Chiquitano)

Peter Schmidt

Peter Schmidt é um estudante do terceiro ano, no departamento de Espanhol e Português. Interessa-lhe muito as questões de injustiça ambiental e dos direitos indígenas. Neste semestre, ele pesquisou o povo Chiquitano, que mora na fronteira entre o Brasil e a Bolívia.

A festa "Curusse" do Povo Chiquitano

Registro Civil do Povo Chiquitano

Os Direitos LGBT entre o Povo Chiquitano

Uma Introdução ao Povo Chiquitano

 

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