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Filme sobre os Bororo,  1941

Este filme tem o título de “Primitive Peoples of Matto Grosso,” do ano 1941. O filme é uma re-edição de vídeos de 1931, que antes foram editados para o filme “Matto Grosso, the Great Brazilian Wilderness” (1931), um filme sobre a Matto Grosso Expedition. O vídeo está disponível no Youtube, graças ao Penn Museum, pois pertence a suas coleções. Mas o Penn Museum  sabe que o título é muito insensível, e informam que o filme “gives a culturally biased, prejudiced and ethnocentric misinterpretation of Bororo culture.” O roteiro foi feito pelo antropólogo Vincenzo Petrullo, que nas suas observações tinha “bigoted views and reflects serious misunderstandings and mistakes.”

Esse dado contrasta com o o que  está fazendo, na USP, o Professor Bairon, que dá a câmera para os Bororo filmarem o que e como quiserem. Neste filme de 1941, há imagens dos rituais dos Bororo, mas o narrador não explica bem o que acontece, pois não entende o significado dos rituais, considerados “primitivos”, assim como as pessoas que acreditam neles.

 

Os Bororo, breve apresentação

Pesquisarei sobre os Bororo, ou como eles se autodenominam, Boe, que são hoje aproximadamente 1,800 pessoas.

A palavra “Bororo” significa “pátio da aldeia,” pois relaciona-se  à forma circular das casas, que faz com que o pátio seja o centro da aldeia e o espaço para os seus rituais. Os territórios Bororo não estavam localizados apenas em uma região, mas encontravam-se tanto  perto da Bolivia, no oeste, como no centro sul de Goiás, ao leste, nas margens da região dos formadores do Rio Xingu, ao norte, e, no sul, até o Rio Miranda.

No estado do Mato Grosso há 6 Terras Indígenas: Jarudore, Merure, Perigara, Sangradouro/Volta Grande (não designada como terra indígena dos Bororo), Tadarimana e Tereza Cristina.

A língua bororo pertence o tronco lingüístico Macro-Jê; a maioria da população fala português e bororo, mas mais o bororo no cotidiano.

Os Bororo usam o term Boe Wadáru para a sua língua original, e alguns lingüistas a classificaram como do ramo Otuké. No presente, quase toda a população fala a língua bororo. Até o final dos anos 1970 , a missão indígena tinha imposto um regime que proibia que crianças e jovens falassem a língua nativa. Isso mudou  e o ensino bilingue  tornou-se popular.

Atualmente, os Bororo possuem seis Terras Indígenas, no Estado do Mato Grosso,  em um espaço 300 vezes menor do que o território tradicional original. Uma delas, TI Juradori, foi reservada pelo SPI, mas foi continuamente invadida e, agora, é ocupada por uma cidade. Eles também buscam solucionar as questões fundiárias das TI Teresa Cristina  e Sangradouro. Na área Teresa Cristina, ainda lutam pela alteração do traçado da ferrovia Ferronorte.

Maria Fernanda Heredia-Meza(Bororo)

Maria Heredia-Meza

Os Bororo, breve apresentação

Filme sobre os Bororo, 1942

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