{"id":435,"date":"2020-10-25T23:39:37","date_gmt":"2020-10-25T23:39:37","guid":{"rendered":"https:\/\/commons.princeton.edu\/tartarugas\/?page_id=435"},"modified":"2020-11-01T16:26:10","modified_gmt":"2020-11-01T16:26:10","slug":"diferentes-historias-das-pessoas-indigenas-brasileiras-em-filmes-e-entrevistas","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/commons.princeton.edu\/tartarugas\/o-mestre-e-o-divino\/diferentes-historias-das-pessoas-indigenas-brasileiras-em-filmes-e-entrevistas\/","title":{"rendered":"Diferentes Hist\u00f3rias das Pessoas Ind\u00edgenas Brasileiras em Filmes e Entrevistas"},"content":{"rendered":"<p>por Grace Huegel<\/p>\n<p>O filme \u201cO Mestre e o Divino\u201d (2013) tem como foco dois cineastas, Divino e Adalberto, e sua rela\u00e7\u00e3o com uma comunidade ind\u00edgena no Brasil. Adalberto, conhecido como Mestre, \u00e9 um homem branco que se orgulha de trazer educa\u00e7\u00e3o, catolicismo, e civiliza\u00e7\u00e3o aos \u00edndios Xavante. Divino, um jovem ind\u00edgena, sempre fez parte da comunidade e gosta de novo e de antigo. Este filme destaca a aparente falta de conflito entre aos pessoas ind\u00edgenas e influ\u00eancia cat\u00f3lica na popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena na d\u00e9cada de 1960s.<\/p>\n<p>Junto com este filme, a entrevista com Erick Marques tem como foco a popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena brasileira. Nesta entrevista, Marques fala sobre seu trabalho em design gr\u00e1fico, m\u00fasica e m\u00eddia<span style=\"color: #0000ff\"><strong>s<\/strong><\/span> sociais que d\u00e3o mais visibilidade aos nativos. Ele visa garantir os direitos dos povos ind\u00edgenas, mostrando problemas legais e culturais em seu website e m\u00eddia<span style=\"color: #0000ff\"><strong>s<\/strong><\/span> sociais. Por causa da pandemia, as coisas pioraram para os ind\u00edgenas. As \u201cFake News\u201d s\u00e3o usadas para manter os nativos desinformados. Esta entrevista destaca o problema enfrentado pel<span style=\"color: #0000ff\"><strong>a<\/strong><\/span>s pessoas ind\u00edgenas brasileir<span style=\"color: #0000ff\"><strong>a<\/strong><\/span>s e tamb\u00e9m as solu\u00e7\u00f5es inovadoras para combat\u00ea-lo.<\/p>\n<p>Quando a entrevista e o filme s\u00e3o vistos juntos, existem algumas diferen\u00e7as com a mensagem. No filme, Divino e Adalberto veem a incorpora\u00e7\u00e3o da influ\u00eancia cat\u00f3lica como pac\u00edfica. Ningu\u00e9m comenta sobre o \u00f3bvio complexo de &#8221; salvador branco&#8221; de Adalberto. Ningu\u00e9m comenta <span style=\"color: #0000ff\"><strong>a<\/strong><\/span> problem\u00e1tic<span style=\"color: #0000ff\"><strong>a<\/strong><\/span> cara pintada que usa para os rituais nativos. Ele usa o termo \u201c\u00edndio\u201d sobre o qual ningu\u00e9m fala. Adalberto se coloca no centro da hist\u00f3ria dos ind\u00edgenas, mas ningu\u00e9m diz diretamente que isso est\u00e1 errado.<\/p>\n<p>Na entrevista, Marques comenta diretamente os problemas que os ind\u00edgenas t\u00eam com a comunidade externa. Alguns problemas s\u00e3o as \u201cFake News\u201d e uso de pesticidas em terras nativas. Por meio das m\u00eddia<span style=\"color: #0000ff\"><strong>s<\/strong><\/span> sociais, os ind\u00edgenas est\u00e3o ganhando visibilidade e direitos. Para combater as \u201cFake News,\u201d os ind\u00edgenas est\u00e3o usando a comunica\u00e7\u00e3o interna em sua l\u00edngua nativa. Marques aposta na comunica\u00e7\u00e3o e na resist\u00eancia, colocando a voz d<span style=\"color: #0000ff\"><strong>a<\/strong><\/span>s pessoas em primeiro lugar.<\/p>\n<p>Marques usa o termo \u201cpessoas ind\u00edgenas,\u201d que \u00e9 diferente de \u201c\u00edndios.\u201d Muitos concordam que \u00e9 inapropriado usar o termo <span style=\"color: #0000ff\"><strong>\u00edndio<\/strong><\/span> <span style=\"color: #ff6600\"><del>para pessoas que n\u00e3o v\u00eam de fato da \u00cdndia<\/del><\/span>, por isso \u00e9 desrespeitoso que Adalberto use a frase, principalmente porque ele n\u00e3o faz parte da popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena. O filme retrata a rela\u00e7\u00e3o entre <span style=\"color: #0000ff\"><strong>a<\/strong><\/span> influ\u00eancia cat\u00f3lica e cultura ind\u00edgena<span style=\"color: #0000ff\"><strong>s<\/strong><\/span> como amig\u00e1vel, enquanto a entrevista mostra que n\u00e3o. Diferentes autores e t\u00e9cnicas de narrativa determinam como a mensagem \u00e9 contada, e \u00e9 por isso que duas pe\u00e7as de m\u00eddia sobre o mesmo grupo t\u00eam duas representa\u00e7\u00f5es diferentes.<\/p>\n<p><em>I pledge my honor that I have not violated the Honor Code during this examination.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Grace Huegel O filme \u201cO Mestre e o Divino\u201d (2013) tem como foco dois cineastas, Divino e Adalberto, e sua rela\u00e7\u00e3o com uma comunidade ind\u00edgena no Brasil. Adalberto, conhecido como Mestre, \u00e9 um homem branco que se orgulha de trazer educa\u00e7\u00e3o, catolicismo, e civiliza\u00e7\u00e3o aos \u00edndios Xavante. Divino, um jovem ind\u00edgena, sempre fez parte &hellip; <\/p>\n<p class=\"link-more\"><a href=\"https:\/\/commons.princeton.edu\/tartarugas\/o-mestre-e-o-divino\/diferentes-historias-das-pessoas-indigenas-brasileiras-em-filmes-e-entrevistas\/\" class=\"more-link\">Continue reading<span class=\"screen-reader-text\"> &#8220;Diferentes Hist\u00f3rias das Pessoas Ind\u00edgenas Brasileiras em Filmes e Entrevistas&#8221;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1552,"featured_media":0,"parent":393,"menu_order":3,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-435","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/commons.princeton.edu\/tartarugas\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/435","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/commons.princeton.edu\/tartarugas\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/commons.princeton.edu\/tartarugas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/commons.princeton.edu\/tartarugas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1552"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/commons.princeton.edu\/tartarugas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=435"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/commons.princeton.edu\/tartarugas\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/435\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":558,"href":"https:\/\/commons.princeton.edu\/tartarugas\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/435\/revisions\/558"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/commons.princeton.edu\/tartarugas\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/393"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/commons.princeton.edu\/tartarugas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=435"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}