{"id":431,"date":"2020-10-25T23:15:47","date_gmt":"2020-10-25T23:15:47","guid":{"rendered":"https:\/\/commons.princeton.edu\/tartarugas\/?page_id=431"},"modified":"2020-11-01T16:19:23","modified_gmt":"2020-11-01T16:19:23","slug":"perspectivas-indigenas-variadas","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/commons.princeton.edu\/tartarugas\/o-mestre-e-o-divino\/perspectivas-indigenas-variadas\/","title":{"rendered":"Perspectivas Ind\u00edgenas Variadas"},"content":{"rendered":"<p>por Caoimhe Boyle<\/p>\n<p class=\"p2\"><span class=\"s1\"> Na quarta-feira, o ativista ind\u00edgena Erick Marques visitou nossa aula para falar sobre o ativismo na comunidade ind\u00edgena no Brasil. Ele falou sobre a organiza\u00e7\u00e3o M\u00eddia \u00cdndia, que \u00e9 um projeto de m\u00eddia social para compartilhar as vozes dos jovens ind\u00edgenas no Brasil. Ele tamb\u00e9m apresentou v\u00e1rias outras organiza\u00e7\u00f5es, incluindo a Articula\u00e7\u00e3o dos Povos Ind\u00edgenas do Brasil (APIB) que \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o nacional que trabalha com grupos regionais em cada estado. Erick nos contou sobre algumas campanhas como &#8220;Pela Funai inteira e n\u00e3o pela metade&#8221;, e &#8220;Vidas e terras ind\u00edgenas importam&#8221;, que \u00e9 semelhante ao movimento global que \u00e9 muito importante nos Estados Unidos , &#8220;Vidas negras s\u00e3o importantes\u201d. Ele tamb\u00e9m mostrou um p\u00f4ster discutindo intrusos em terras ind\u00edgenas em Rond\u00f4nia, que dizia &#8220;Antigos invasores entraram na Terra Ind\u00edgena Uru-eu-wau-wau em Rond\u00f4nia e est\u00e3o derrubando a floresta, montando acampamentos e dividindo lotes de terra\u201d. Erick tamb\u00e9m nos mostrou um pouco da arte ind\u00edgena e compartilhou conosco a m\u00fasica eletr\u00f4nica ind\u00edgena que ele produz.<\/span><\/p>\n<p class=\"p2\"><span class=\"s1\"> O filme o Mestre e o Divino \u00e9 sobre Adalberto, um mission\u00e1rio cat\u00f3lico alem\u00e3o que vive entre o povo Xavante h\u00e1 mais de cinquenta anos, fazendo trabalho mission\u00e1rio e tamb\u00e9m trabalhando como cineasta, e Divino, um jovem cineasta Xavante. Os dois est\u00e3o filmando o povo Xavante em M<span style=\"color: #0000ff\"><strong>a<\/strong><\/span>to Grosso, Brasil. Embora eles filmem muitos dos mesmos eventos, como festivais locais, eles n\u00e3o trabalharam juntos. Depois que Adalberto explica que filmou um festival anual onde h\u00e1 dois grupos distintos de pessoas, um \u00e0 esquerda e outro \u00e0 direita, ambos participando do festival h\u00e1 mais de dois anos para que pudesse filmar um de cada lado, o diretor pergunta se Divino tamb\u00e9m estava filmando aquele festival, e por que eles n\u00e3o trabalharam juntos. Divino diz &#8220;Nunca combinei com ele porque o mestre ele quer trabalhar sozinho &#8230; Junto? N\u00e3o.&#8221; Embora os dois homens n\u00e3o trabalhem juntos e \u00e0s vezes pare\u00e7am competitivos, Divino tamb\u00e9m aprecia a influ\u00eancia dos mission\u00e1rios em seu povo. Quando o diretor pergunta se existe conflito entre os valores cat\u00f3licos e a popula\u00e7\u00e3o local, ele explica que acredita que o sucesso do povo Xavante em participar da sociedade moderna, tornando-se enfermeiros, caminhoneiros e at\u00e9 cineastas se deve \u00e0 influ\u00eancia dos mission\u00e1rios.<\/span><\/p>\n<p class=\"p2\"><span class=\"s1\"> Achei muito interessante como a conversa com o Erick e o filme mostraram duas perspectivas diferentes sobre os forasteiros dos povos ind\u00edgenas no Brasil. Erick mostrou cartazes que alertavam sobre intrusos em terras ind\u00edgenas que estavam perturbando a floresta. Mas embora Divino e Adalberto pare\u00e7am frequentemente ter conflito ou competi\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao seu trabalho no cinema, Divino diz que os mission\u00e1rios cat\u00f3licos ajudaram o povo Xavante de muitas maneiras. Uma das raz\u00f5es pelas quais essas opini\u00f5es podem ser diferentes \u00e9 que embora os mission\u00e1rios cat\u00f3licos sejam forasteiros, eles se relacionam com o povo Xavante e aprendem mais sobre ele. Por exemplo, Adalberto fala suas l\u00ednguas fluentemente, o diretor disse que os mission\u00e1rios procuram encontrar os valores cat\u00f3licos nas tradi\u00e7\u00f5es locais, e Adalberto compartilha um v\u00eddeo que fez de uma missa Xavante que considera extremamente importante. Fiquei surpresa que Divino falou t\u00e3o positivamente sobre os mission\u00e1rios. Esta foi uma oportunidade muito interessante de ver como diferentes situa\u00e7\u00f5es podem ter impactos variados sobre os povos ind\u00edgenas e tamb\u00e9m que nem todos t\u00eam a mesma opini\u00e3o. <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Caoimhe Boyle Na quarta-feira, o ativista ind\u00edgena Erick Marques visitou nossa aula para falar sobre o ativismo na comunidade ind\u00edgena no Brasil. Ele falou sobre a organiza\u00e7\u00e3o M\u00eddia \u00cdndia, que \u00e9 um projeto de m\u00eddia social para compartilhar as vozes dos jovens ind\u00edgenas no Brasil. 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