{"id":426,"date":"2020-10-25T23:04:49","date_gmt":"2020-10-25T23:04:49","guid":{"rendered":"https:\/\/commons.princeton.edu\/tartarugas\/?page_id=426"},"modified":"2020-10-27T16:28:18","modified_gmt":"2020-10-27T16:28:18","slug":"viagem-a-visibilidade","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/commons.princeton.edu\/tartarugas\/o-mestre-e-o-divino\/viagem-a-visibilidade\/","title":{"rendered":"Viagem \u00e0 Visibilidade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\">Viagem \u00e0 Visibilidade<\/p>\n<p>Como \u00e9 que se espalha uma mensagem? Como se partilha uma ideia? Como se tira todo um grupo de pessoas da invisibilidade e da obscuridade? Estes s\u00e3o temas dif\u00edceis. O filme &#8220;O Mestre e o Divino&#8221; e o grupo M\u00eddia \u00cdndia servem ambos como exemplos da forma como os povos ind\u00edgenas t\u00eam e est\u00e3o a ser representados nos meios de comunica\u00e7\u00e3o social em todo o mundo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;O Mestre e o Divino&#8221; descreve a vida e obra do padre alem\u00e3o Adalberto Heide, que iniciou uma miss\u00e3o entre o povo Xavante. Ele trabalhou para os converter ao catolicismo, mas tamb\u00e9m revolucionou as suas vidas com a agricultura e a tecnologia. Foi professor, e, mais pertinente, foi cineasta. Filmou costumes Xavante, tais como rituais de ca\u00e7a e dan\u00e7a, assim como a vida quotidiana deste povo. As minhas opini\u00f5es sobre este filme s\u00e3o contradit\u00f3rias. O povo Xavante n\u00e3o tem qualquer m\u00e1 vontade ou raiva para com Adalberto pela sua catequese. Parece que foi volunt\u00e1rio, n\u00e3o for\u00e7ado de forma alguma. No entanto, uma parte de mim ainda se sente desconfort\u00e1vel com este conceito. O seu trabalho n\u00e3o foi iniciado com o objetivo de ajudar os Xavantes a tornarem-se mais avan\u00e7ados tecnologicamente, mas sim de os ajudar a serem cat\u00f3licos. Contudo, ele ajudou a trazer-lhes riqueza, e infraestruturas. Sem d\u00favida que desempenhou um papel na ajuda aos jovens a irem para a Universidade. Mais importante para este t\u00f3pico, ajudou o mundo a ver os \u00edndios Xavante, atrav\u00e9s dos seus filmes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Penso que o que mais gostei em Adalberto foi o fato de ter ajudado a ensinar ao Divino a arte de fazer cinema. Da perspectiva de um forasteiro, as culturas podem sempre parecer estranhas ou discordantes. Se deseja verdadeiramente ver uma representa\u00e7\u00e3o n\u00e3o distorcida, penso que \u00e9 melhor encontr\u00e1-la na autorrepresenta\u00e7\u00e3o. Talvez n\u00e3o seja este o caso em algo t\u00e3o orientado para objetivos como uma campanha pol\u00edtica, por exemplo, mas na representa\u00e7\u00e3o de um modo de vida, quem melhor conhece esta vida do que aqueles que a vivem? Adalberto pode ter sido considerado um &#8220;\u00edndio branco&#8221;, mesmo assim seria sempre um forasteiro. No entanto, o presente do filme ao Divino foi tamb\u00e9m o presente de oportunidade de representa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Erick Marques, um membro da M\u00eddia \u00cdndia, tamb\u00e9m descreveu esta busca de representa\u00e7\u00e3o. Os povos ind\u00edgenas t\u00eam sido vistos como invis\u00edveis durante grande parte da hist\u00f3ria. A sua hist\u00f3ria est\u00e1 repleta de explora\u00e7\u00e3o. A M\u00eddia \u00cdndia d\u00e1 voz aos povos ind\u00edgenas. O que eu penso ser t\u00e3o importante em organiza\u00e7\u00f5es como estas \u00e9 que elas permitem uma perspectiva variada. Quando Adalberto estava filmando, era apenas a sua perspectiva sobre os Xavante. O Divino, tamb\u00e9m, s\u00f3 tem uma perspectiva. Mas a M\u00eddia \u00cdndia permite que as vozes variadas entre os povos ind\u00edgenas sejam representadas. H\u00e1 beleza na variedade, mas h\u00e1 tamb\u00e9m poder na unidade. Porque a M\u00eddia \u00cdndia tem um alcance t\u00e3o grande, podem promulgar mudan\u00e7as e defender os povos ind\u00edgenas muito melhor do que os indiv\u00edduos podem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No fim de contas, o passado n\u00e3o pode mudar. Espero que as hist\u00f3rias dos mission\u00e1rios cat\u00f3licos e hist\u00f3rias complicadas deles n\u00e3o sejam esquecidas. Eles n\u00e3o s\u00e3o her\u00f3is nem vil\u00f5es. Eles s\u00e3o pessoas. A jornada para a representa\u00e7\u00e3o entre os povos ind\u00edgenas est\u00e1 apenas come\u00e7ando e, de alguma forma, estes mission\u00e1rios tiveram uma parte nesta jornada. Por isso, podemos estar gratos.<\/p>\n<p>por Ethan Abraham<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Viagem \u00e0 Visibilidade Como \u00e9 que se espalha uma mensagem? Como se partilha uma ideia? Como se tira todo um grupo de pessoas da invisibilidade e da obscuridade? Estes s\u00e3o temas dif\u00edceis. 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