{"id":385,"date":"2020-10-22T02:16:21","date_gmt":"2020-10-22T02:16:21","guid":{"rendered":"https:\/\/commons.princeton.edu\/tartarugas\/?page_id=385"},"modified":"2020-10-26T12:44:43","modified_gmt":"2020-10-26T12:44:43","slug":"dificuldades-e-sucessos-das-trans-negras-no-brasil","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/commons.princeton.edu\/tartarugas\/conversa-com-denise-mota\/dificuldades-e-sucessos-das-trans-negras-no-brasil\/","title":{"rendered":"Dificuldades e Sucessos das Trans Negras no Brasil"},"content":{"rendered":"<p class=\"p1\"><span class=\"s1\">Nesta semana, a jornalista Denise Mota falou em nossa aula de portugu\u00eas sobre a comunidade afro-brasileira e a comunidade trans no Brasil, bem como as experi\u00eancias de pessoas trans negras no Brasil. Primeiramente, Denise falou sobre a comunidade LGBTQIA + no Brasil. Ela explicou que a comunidade LGBTQIA + inclui l\u00e9sbicas, gays, bissexuais, trans, queer, intersexuais, assexuais e muito mais. Ela tamb\u00e9m explicou as identidades homens trans, mulheres trans, pessoas cis, travestis e transmasculinos. Ela disse que mulher trans \u00e9 aquela que foi identificada como homem quando <span style=\"color: #ff6600\"><del>ela<\/del><\/span> nasceu, mas na verdade \u00e9 mulher. Da mesma forma, um homem trans \u00e9 algu\u00e9m que foi identificado como mulher quando nasceu, mas na verdade \u00e9 um homem. Denise diz que uma pessoa cis \u00e9 algu\u00e9m como ela, que foi identificada como mulher e \u00e9 mulher ou identificada como homem e \u00e9 homem. Em sua apresenta\u00e7\u00e3o, Denise escreveu que travestis s\u00e3o &#8220;pessoas que foram identificadas como pertencentes ao g\u00eanero masculino no nascimento, mas que se reconhecem como pertencentes ao g\u00eanero feminino e tem express\u00e3o de g\u00eanero feminina, mas n\u00e3o se reivindicam como mulheres da forma com que o ser mulher est\u00e1 constru\u00edda em nossa sociedade.\u201d Transmasculinos \u00e9 similar com as travestis, mas <span style=\"color: #ff6600\"><del>eles<\/del> <\/span>foram identificados ao g\u00eanero feminino, mas se reconhecem como g\u00eanero feminino. Denise tamb\u00e9m nos disse que o termo &#8220;negras&#8221; no Brasil \u00e9 aceit\u00e1vel para se referir a negros, mas o portugu\u00eas tamb\u00e9m tem outros termos mais espec\u00edficos. Por exemplo, ela disse &#8220;Beyonce seria parda no Brazil, Lupita [Nyong&#8217;o] ou a Viola Davis seria preta.\u201d <\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\"> Depois de explicar v\u00e1rias identidades e termos, Denise falou mais sobre a viol\u00eancia contra afros, viol\u00eancia contra pessoas trans e viol\u00eancia contra pessoas negras trans no Brasil. Denise disse que um n\u00famero desproporcional de pessoas assassinadas no Brasil todos os anos s\u00e3o afros, quase setenta por cento das mulheres assassinadas no Brasil s\u00e3o negras e os negros dentro da comunidade LGBTQ + t\u00eam maior probabilidade de sofrer viol\u00eancia do que outros grupos. Ela disse que as pessoas trans enfrentam viol\u00eancia, discrimina\u00e7\u00e3o e pobreza, e 90% das pessoas trans no Brasil vivem na prostitui\u00e7\u00e3o. <\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\"> Mas \u00e9 claro que, apesar de muitos obst\u00e1culos e dificuldades, a hist\u00f3ria da comunidade trans negra no Brasil n\u00e3o \u00e9 apenas sobre a vitimiza\u00e7\u00e3o. Ela tamb\u00e9m apresentou algumas pessoas trans negras no Brasil: Erika Malunguinho, que \u00e9 pol\u00edtica em S\u00e3o Paulo, Liniker, uma cantora cuja apresenta\u00e7\u00e3o de g\u00eanero \u00e9 muitas vezes muito subversiva, j\u00e1 que tem cabelo comprido e barba, por exemplo, e Luh Maza , a dramaturga e roteirista que foi a primeira diretora trans em S\u00e3o Paulo. Todas essas mulheres t\u00eam muito sucesso, e apoiam suas comunidades. Ela mencionou que \u00e9 muito importante para esse tipo de ativista trabalhar para todos. Elas s\u00e3o mulheres trans negras, mas est\u00e3o trabalhando com outras comunidades e outros grupos tamb\u00e9m, usando suas pr\u00f3prias experi\u00eancias para ajudar muitas pessoas. <\/span><\/p>\n<p class=\"p1\"><span class=\"s1\"> Ent\u00e3o, Denise conduziu uma sess\u00e3o de perguntas e tentou responder a todas as nossas <del><span style=\"color: #ff6600\">perguntas <\/span><\/del><span style=\"color: #0000ff\">d\u00favidas.<\/span>\u00a0Ela poderia ter falado mais sobre os livros das pessoas trans negras, e seria uma pessoa excelente para nos ouvir.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta semana, a jornalista Denise Mota falou em nossa aula de portugu\u00eas sobre a comunidade afro-brasileira e a comunidade trans no Brasil, bem como as experi\u00eancias de pessoas trans negras no Brasil. Primeiramente, Denise falou sobre a comunidade LGBTQIA + no Brasil. 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