{"id":378,"date":"2020-10-22T02:08:08","date_gmt":"2020-10-22T02:08:08","guid":{"rendered":"https:\/\/commons.princeton.edu\/tartarugas\/?page_id=378"},"modified":"2020-10-22T02:08:08","modified_gmt":"2020-10-22T02:08:08","slug":"centralizando-as-mulheres-negras-trans-em-nosso-ativismo-uma-conversa-com-denise-mota","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/commons.princeton.edu\/tartarugas\/conversa-com-denise-mota\/centralizando-as-mulheres-negras-trans-em-nosso-ativismo-uma-conversa-com-denise-mota\/","title":{"rendered":"Centralizando As Mulheres Negras Trans em Nosso Ativismo: Uma Conversa com Denise Mota"},"content":{"rendered":"<p><em><span style=\"font-weight: 400\">por Madison Mellinger<\/span><\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Quarta-feira passada, a jornalista, Denise Mota, visitou nossa aula para falar sobre as dificuldades que as mulheres negras trans enfrentam. Denise tem sido jornalista por vinte e seis anos e agora, ela tem um blog chamado <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Preta, Preto, Pretinhos<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> onde <span style=\"color: #993300\"><del>ela<\/del> <\/span>escreve <span style=\"color: #993300\"><del>muito<\/del> <\/span>sobre suas experi\u00eancias como jornalista. Ela disse que o blog \u00e9 parte de um jornal maior, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Folha de S\u00e3o Paulo<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">, que \u00e9 \u201cum jornal de muita circula\u00e7\u00e3o no Brasil.\u201d\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Denise disse que o trabalho dela focaliza principalmente em mulheres negras trans no Brasil. Este t\u00f3pico \u00e9 extremamente importante e interessante para ela e escreve muito sobre mulheres negras trans para mostrar seu apoio. Ent\u00e3o, Denise explicou as lutas dessas mulheres para n\u00f3s.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Primeiro, Denise explicou a defini\u00e7\u00e3o de \u201ctrans\u201d e o que significa ser uma mulher negra e ser trans. Uma pessoa trans \u00e9 algu\u00e9m que n\u00e3o identifica seu g\u00eanero com seu sexo biol\u00f3gico ou o sexo no nascimento. Uma mulher trans \u00e9 algu\u00e9m que foi chamado de homem ao nascer<span style=\"color: #0000ff\"><strong>,<\/strong><\/span> mas \u00e9 uma mulher agora. Uma mulher negra trans \u00e9 uma mulher trans que \u00e9 negra; as mulheres negras trans encontram muitas dificuldades \u00fanicas por causa das suas identidades intersetoriais como mulheres, pessoas negras, e pessoas trans.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">As dificuldades e lutas de mulheres negras trans incluem discrimina\u00e7\u00e3o e viol\u00eancia. Denise disse que \u201cas popula\u00e7\u00f5es mais marginalizadas no Brasil s\u00e3o as popula\u00e7\u00f5es negras ind\u00edgenas e tamb\u00e9m as popula\u00e7\u00f5es trans afro e ind\u00edgenas.\u201d Ela falou principalmente sobre a viol\u00eancia contra esses grupos. Primeiro, ela apresentou dados de viol\u00eancia contra afros. Disse que no Brasil 75.7% das vitimas de homicidio eram negras em 2018. Ela tamb\u00e9m discutiu a viol\u00eancia contra a popula\u00e7\u00e3o LGBT+. Denise ressaltou que \u201cBrasil \u00e9 o pa\u00eds que mais mata travestis e transexuais em todo o mundo.\u201d Por causa disso, \u201c99% das pessoas LGBTI afirmaram n\u00e3o se sentirem seguras no Brasil,\u201d ela disse.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Mulheres negras trans pertencem <span style=\"color: #0000ff\"><strong>\u00e0 <\/strong><\/span>comunidade negra e <span style=\"color: #0000ff\"><strong>\u00e0<\/strong><\/span> comunidade LGBT+, colocando-as em risco em duas frentes diferentes. Elas s\u00e3o inseguras porque s\u00e3o trans e negras. Denise disse que a situa\u00e7\u00e3o dessas mulheres as leva<span style=\"color: #0000ff\"><strong>m<\/strong><\/span> \u00e0 prostitui\u00e7\u00e3o, tornado-as ainda mais vulner\u00e1veis. As mulheres enfrentam desigualdade laboral assim como educacional e social.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Em conclus\u00e3o, a viol\u00eancia e discrimina\u00e7\u00e3o das mulheres negras trans no Brasil <span style=\"color: #0000ff\"><strong>s\u00e3o<\/strong><\/span> um grande problema. Estas mulheres s\u00e3o inseguras e assassinadas em uma taxa alarmante. Para terminar a apresenta\u00e7\u00e3o, Denise sugeriu maneiras de ajudar mulheres negras trans. Ela enfatizou como \u00e9 importante aumentar a visibilidade das mulheres negras trans politicamente, socialmente e culturalmente. Ela recomendou \u201calgumas refer\u00eancias trans negras no Brasil\u201d como Erika Malunguinho, Liniker e Luh Maza.\u00a0 Ao elevar as vozes das mulheres negras trans, n\u00f3s podemos aumentar sua visibilidade e seguran\u00e7a.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Madison Mellinger Quarta-feira passada, a jornalista, Denise Mota, visitou nossa aula para falar sobre as dificuldades que as mulheres negras trans enfrentam. Denise tem sido jornalista por vinte e seis anos e agora, ela tem um blog chamado Preta, Preto, Pretinhos onde ela escreve muito sobre suas experi\u00eancias como jornalista. 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