{"id":349,"date":"2018-12-19T17:15:27","date_gmt":"2018-12-19T17:15:27","guid":{"rendered":"https:\/\/commons.princeton.edu\/indigenous-brazil\/?p=349"},"modified":"2019-01-31T22:33:35","modified_gmt":"2019-01-31T22:33:35","slug":"os-guajajara-representacao-e-demograficas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/commons.princeton.edu\/indigenous-brazil\/os-guajajara-representacao-e-demograficas\/","title":{"rendered":"Os Guajajara: Representa\u00e7\u00e3o demogr\u00e1fica"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Um tema que surgiu v\u00e1rias vezes nas nossas \u00faltimas discuss\u00f5es \u00e9 o conceito de representa\u00e7\u00e3o. Com todas as noticias recentes sobre as elei\u00e7\u00f5es no Brasil, e o fato da voz ind\u00edgena estar basicamente ausente nesta discuss\u00e3o, eu comecei a pensar na import\u00e2ncia de uma comunidade extensiva e unida na auto-representa\u00e7\u00e3o de um povo. Por isso, eu decidi focar a minha pesquisa na demografia dos Guajajara, explorando elementos espec\u00edficos de sua popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div style=\"width: 577px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/img.socioambiental.org\/d\/210578-1\/guajajara_6.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium\" src=\"https:\/\/img.socioambiental.org\/d\/210578-1\/guajajara_6.jpg\" width=\"567\" height=\"373\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Crian\u00e7as numa escola na aldeia de Cana Brava<\/p><\/div>\n<p>Segundo M\u00e9rcio Gomes, um antrop\u00f3logo brasileiro, havia mais ou menos 3.000 ind\u00edgenas Guajajara, quando entraram em contato com os europeus pela primeira vez. Previsivelmente, essa invas\u00e3o levou ao enfraquecimento da popula\u00e7\u00e3o; atrav\u00e9s de uma combina\u00e7\u00e3o de guerra e doen\u00e7a, a estimativa da quantidade de ind\u00edgenas Guajajara baixou para 2.000, em 1942. Ao longo do tempo, entretanto, esse n\u00famero come\u00e7ou a aumentar devido a uma diminui\u00e7\u00e3o do contato com os brancos ou ao desenvolvimento de uma rela\u00e7\u00e3o mais am\u00e1vel entre eles, talvez; hoje em dia, vivem mais de 13.000 Guajajara nas suas Terras Ind\u00edgenas, espalhados pelo estado do Maranh\u00e3o.<\/p>\n<div style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/edwardluz.files.wordpress.com\/2014\/03\/adcc6-mc3a9rcio.jpg?w=640\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium\" src=\"https:\/\/edwardluz.files.wordpress.com\/2014\/03\/adcc6-mc3a9rcio.jpg?w=640\" width=\"400\" height=\"285\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">M\u00e9rcio Pereira Gomes, o antrop\u00f3logo supracitado<\/p><\/div>\n<p>Interessante, esses dados n\u00e3o incluem aqueles membros da comunidade que migraram para as cidades, procurando trabalho em resposta \u00e0s invas\u00f5es dos madeireiros e empres\u00e1rios brasileiros. Essa tend\u00eancia tem contribu\u00eddo com uma din\u00e2mica social interessante: a maior parte dos casamentos inter\u00e9tnicos envolvendo os Guajajara n\u00e3o ocorre entre uma mulher ind\u00edgena e um homem branco, mas entre rapazes ind\u00edgenas e mo\u00e7as brancas. Muitos dos migrantes para as cidades s\u00e3o homens jovens, e alguns acabam por come\u00e7ar uma fam\u00edlia nesse ambiente novo; de outro lado, as mulheres Guajajara representam uma esp\u00e9cie de comodidade para os seus parentes, um incentivo para os rapazes na comunidade\u00a0 ajudarem a apoiarem a sua fam\u00edlia.<\/p>\n<p>De qualquer forma, seria interessante pensar na maneira em que esses detalhes demogr\u00e1ficos afetam a representa\u00e7\u00e3o dos Guajajara na esfera pol\u00edtica, principalmente nesta \u00e9poca contenciosa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Refer\u00eancias para fotos:<\/p>\n<ol>\n<li><a href=\"https:\/\/img.socioambiental.org\/d\/210578-1\/guajajara_6.jpg\">https:\/\/img.socioambiental.org\/d\/210578-1\/guajajara_6.jpg<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/edwardluz.files.wordpress.com\/2014\/03\/adcc6-mc3a9rcio.jpg?w=640\">https:\/\/edwardluz.files.wordpress.com\/2014\/03\/adcc6-mc3a9rcio.jpg?w=640<\/a><\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Um tema que surgiu v\u00e1rias vezes nas nossas \u00faltimas discuss\u00f5es \u00e9 o conceito de representa\u00e7\u00e3o. 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Por<\/p>\n<p><a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/commons.princeton.edu\/indigenous-brazil\/os-guajajara-representacao-e-demograficas\/\">Continue Reading<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":806,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[13],"class_list":["post-349","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-uncategorized","tag-guajajara","post-preview"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/commons.princeton.edu\/indigenous-brazil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/349","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/commons.princeton.edu\/indigenous-brazil\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/commons.princeton.edu\/indigenous-brazil\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/commons.princeton.edu\/indigenous-brazil\/wp-json\/wp\/v2\/users\/806"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/commons.princeton.edu\/indigenous-brazil\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=349"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/commons.princeton.edu\/indigenous-brazil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/349\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":838,"href":"https:\/\/commons.princeton.edu\/indigenous-brazil\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/349\/revisions\/838"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/commons.princeton.edu\/indigenous-brazil\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=349"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/commons.princeton.edu\/indigenous-brazil\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=349"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/commons.princeton.edu\/indigenous-brazil\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=349"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}